emílio remelhe & pseudónimos notícias
PAPEL COM POESIA no Centro Cultural de Belém
Oficina de escrita e ilustração com Eugénio Roda e Gémeo Luís
Poesia com Papel, exposição de originais
Programa educativo CCB - Fábrica das Artes
Dia Mundial da Poesia 2010
em torno do seu novo álbum ilustrado "Fernando Pessoa - antologia poética" (Faktoria, Kalandraka)
sessão moderada por Emílio Remelhe
18 de Dezembro às 18h30m
2010, Ano Internacional da Biodiversidade, Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social
com 54 ilustradores de diferentes nacionalidades + texto de Eugénio Roda
em português e inglês, tradução de Ana Saldanha, Edições Eterogémeas, 2009 (Colecção Desafios)
encomendas em www.eterogemeas.com
AZUL BLUE BLEU novíssimo livro de Eugénio Roda e Gémeo Luís
Edição trilingue, pt.fr.uk, Edições Eterogémeas, 2009
Surpreendido com a descoberta de uma gota de água no seu nariz, o herói menino enceta um mergulho nesse elemento, vivendo invulgares peripécias. AMR
CINCO [MIL] SENTIDOS workshop criativo de escrita e desenho por Emílio Remelhe
Reitoria da Universidade do Porto em parceria com a Editora Civilização
Setembro e Outubro 2009
http://sigarra.up.pt/reitoria/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=780
COM QUATRO PEDRAS NA MÃO na livraria Centésima Página em Braga
Exposição das ilustrações de Emílio Remelhe sobre poemas de diversos autores
Inauguração cinco-em-linha, 3 de Outubro 2009, 17h
http://www.centesima.com/content.asp?startAt=4&categoryID=19&newsID=455
NOVOS CAMINHOS DA POESIA PORTUGUESA
Cultura no Centro pelo jornalista Sérgio Almeida, debate com Manuel António Pina, Fernando Guimarães, Rosa Alice Branco, Catarina Nunes de Almeida, Dina Ferreira (Poetria) e Emílio Remelhe
Centro Comercial Dolce Vita, 26 de Setembro de 2009, 17h
1º prémio no 15º Concurso Internacional de Ilustração, Chioggia, Veneza, 2008
Edição trilingue, pt.fr.uk, Edições Eterogémeas, 2009
Queres saber se a Terra é redonda?: observa um berlinde. Queres saber se a Terra se mexe?: brinca, joga.
O que queres saber mais?: lê e conta esta história.
para rolar até sua casa é só pedir para www.eterogemeas.com
Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, 11 de Julho 2009
Feira do Livro
Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, 3 de Julho, 18h30
Com os ilustradores Gémeo Luis, Cristina Valadas, Luís Silva, Marc Taeger e José Manuel Saraiva
Moderador: Emílio Remelhe
Livraria Index, 25 de Maio, 21h30m
Biblioteca Municipal de Sesimbra, 18 de Abril
Biblioteca Municipal de Arouca, 17 de Abril
A VOZ DOS LIVROS oficina de escrita e ilustração, Emílio Remelhe/Eugénio Roda
Biblioteca Camilo Castelo Branco, Famalicão, 16 de Abril, Dia Mundial da Voz
http://www.bibliotecacamilocastelobranco.org/?1&it=news&mop=4&co=744
Os livros têm voz .
Um álbum é um livro onde o texto e a ilustração são duas vozes numa só. Não porque digam o mesmo, mas porque dialogam, com o mesmo fim. Entre o ver e o ler, o livro é um jogo de percepções e interpretações. E como se constrói o jogo? Um livro… como se escreve?, como se ilustra?, como se faz? Tendo como objectivo sensibilizar para o uso do livro e exercitar a criatividade, esta oficina convida a ver, ler, ilustrar, aprender como se faz um livro.
IRMÃ(O) de Cristina Valadas + Eugénio Roda, apresentação
FNAC Santa Catarina, Porto, 11 de Abril, Sábado, às 17 horas
O QUÊ QUE QUEM, nova edição
Um, dois, três, Notas de Rodapé e de Corrimão outra vez
primeira: português + inglês, segunda: português + italiano, terceira: português + francês
Primos são quem vem de longe com novidades.
Novidade é, por exemplo, ter nascido mais um primo.
Nascer é o que nos acontece antes de nos acontecer alguma coisa.
Cousins sont ceux qui viennent de loin avec des nouveautés.
Nouveauté est, par exemple, la naissance d´un cousin en plus.
Naître est ce qui nous arrive avant qu´autre chose ne nous arrive.
Neto é quem prefere acordar com histórias para adormecer.
História é o que se conta mesmo que não tenha acontecido.
Acontecer é a coisa que mais poder tem e que por vezes não devia ter.
Il nipote è quello che preferisce svegliarsi con le storie della notte.
La storia è ciò che si racconta anche se non è mai successa.
Succeddere è la cosa che più potere ha e che a volte non dovrebbe avere.
Tia é quem nos leva de viagem e nos deixa espreitar pela janela.
Espreitar é o que fazemos quando os nossos olhos são maiores do que o mundo.
Mundo é uma bola tão grande que se torna difícil jogar com ela.
An aunt is someone who takes us on a trip and lets us peep through the window.
To peep is what we do when our eyes are bigger than the world.
The world is a ball, so big that it´s difficult to play with it.
O OLHAR DOS LIVROS ilustração de Emílio Remelhe
Biblioteca Camilo Castelo Branco, Famalicão, 23 de Março a 21 de Abril
Os livros têm olhos.
Olham-nos, como se quisessem ser também olhados e admirados.
Vêem as imagens que temos na cabeça, servem-se da nossa imaginação. É assim que eles vivem. É assim que nós vivemos com eles. Ilustrar é, por isso, dar ao livro as imagens com que ele nos quer ver ou dar ao leitor formas que o possam surpreender. Ilustrar é materializar ideias, formas que se transformam, sempre que o livro é aberto por alguém.
MENTE SEMENTE desenhos de Cristina Valadas + textos de Ed Root
Fresquinho (ou quentinho?), editado pelas Edições Gémeo, edição bilingue (port+ingl), na sequência da publicação Entre o Corpo e a Mente.
ver em www.edicoesgemeo.com
De um tudo nada se faz tudo e mais alguma coisa.
Uma baga de medo é um fruto do bosque.
Caminhar é viajar na mente sem lugar sentado para o corpo.
O medo só assalta lugares habitados.
Os sonhos deitam-se por terra mas sonham com o céu.
O corpo encolhe-se, a mente recolhe-se.
Ed Root (excerto)
COM QUATRO PEDRAS NA MÃO exposição de ilustrações para o livro na livraria Papa-Livros
Sessão em torno do livro, Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Livraria Papa-Livros, Rua D. Manuel II, Edifício Cristal Park, loja 44 (em frente ao Museu Soares dos Reis).
2009 MUNDOS A CÉU ABERTO livro.agenda, 53 ilustradores + Eugénio Roda
O novo livro-agenda depois de 2008 Voltas no Carrossel, com ilustradores de diversas nacionalidades, exposição na FNAC de Santa Catarina http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-porto/fnac-sta-catarina/2008/11/1/2009-mundos-a-ceu-aberto
e na Biblioteca Almeida Garrett, Nov 2008
ver em www.eterogemeas.com
Dois mil e nove é mais um ano que se move. Na rotação dos dias centrifugam-se mundos. Na translação das semanas formam-se nuvens de coisas vivas, matéria para transformar meses a fio: em galáxias difíceis de ver à vista desarmada. Visto de perto, está tudo feito e tudo por fazer. Feito de longe, muito está visto e muito mais por ver: nada que um telescópio não possa resolver. As leis do universo são para cumprir, mas, à luz das estrelas, todos os sonhos continuam legítimos.
Eugénio Roda
O QUÊ QUE QUEM Gémeo Luís + Eugénio Roda
Foi o livro seleccionado pelo júri de La Joie par les Livres (secção francesa do IBBY) para representar Portugal na exposição "Tour d´Europe en 27 Livres d´Images" na Biblioteca Nacional de França
Out > Dez 2008
Un tour d’Europe en 27 livres d’images
C’est à un voyage dans la création éditoriale pour la jeunesse des pays européens que nous convie cette exposition. «Elle illustre la richesse et la variété de la production contemporaine du livre pour enfants sur le continent européen » souligne Nathalie Beau, qui en est la commissaire. Sélectionnés parce qu’ils sont à la fois singuliers et emblématiques d’un auteur ou d’un illustrateur, les 27 livres présentés – un par pays – sont également chacun le reflet d’une histoire et d’une culture. Ce tour d’Europe suit un itinéraire inattendu. Les 27 États ne sont pas classés par ordre alphabétique ; le parcours proposé dessine une arabesque sur la carte de l’Europe, que l’on peut suivre dans les deux sens, de Chypre jusqu’à la Slovénie en passant successivement par le sud du continent, les pays scandinaves, les pays baltes, l’Europe de l’Ouest et celle de l’est. « Le visiteur peut ainsi cheminer de pays en pays, en autant d’arrêts sur image, au gré de sa curiosité et d’une déambulation tout à la fois ludique et pédagogique », commente Nathalie Beau. «Une petite carte de l’Union européenne permet de resituer chaque pays et des panneaux signalétiques renseignent, l’un, sur les données géographiques – la superficie, le nombre d’habitants, la langue parlée –, le second, sur les caractéristiques de l’édition pour la jeunesse propre à chaque pays. Un bref résumé de l’ouvrage est proposé, ainsi qu’une biographie des auteurs et des illustrateurs. » Les couvertures et des pages intérieures des ouvrages sont reproduites, mettant en lumière la diversité des formats, des couleurs, des mises en page, des typographies utilisées, des langues… le livre-dépliant de Slovénie, le livre du Portugais Eugenio Roda O Quê Que Quem au papier si singulier, ou encore le livre de poésies bulgare Cinq pour quatre d’Ivan Tsanev joliment illustré en noir et blanc et couleurs par Yana Levieva.
[in Croniques de la Bibliothèque Nationale de France, nº45.2008]
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FAZER LIVROS COMO QUEM OS LÊ
depoimento de Gémeo Luís e Eugénio Roda
Casa da Leitura, depoimentos Ibero-brasileiros
Formar Leitores para Ler o Mundo.Congresso Internacional de Promoção da Leitura
Fundação Calouste Gulbenkian, 22 e 23 de Janeiro de 2009.
Ilustrar ou escrever também é ler. Antes, durante, no fim. E no trabalho em parceria esta ideia acentua-se, porque desde logo vamos pensando alto, vamos ouvindo o que dizemos e lendo o que escrevemos ou vendo o que desenhamos de uma forma dinamizada pelo diálogo. Para nós, fazer um livro é como… fazer um livro para nós! Gostamos de livros capazes de nos convidar, entusiasmar, desafiar, agradar em termos estéticos. Seja pelo conteúdo, seja pelos jogos entre o texto e a imagem, seja pela forma, seja pela qualidade dos materiais e da impressão. Nenhuma destas dimensões resolve as demais, nenhuma destas qualidades é dispensável ou adiável.
Os nossos livros são produzidos a partir de ideias que vamos discutindo no dia-a-dia, como o fio da meada para um tecido que transcende em muito os próprios livros. Pensar nas coisas, mas como coisas do quotidiano, utopias que se tornam possíveis. Pensamos incondicionalmente um livro como um objecto de qualidade. Seja quando mexemos nele com os nossos filhos, seja quando o analisamos com os nossos alunos, seja quando falamos dele com professores ou com bibliotecários: pensar assim um livro, na sua sobrevivência (e super vivência) desde a nossa casa a qualquer país do mundo.
Fazemos livros para a infância de quem os lê. Adultos ou crianças. Interessam-nos livros que não estanquem numa determinada faixa etária. Agrada-nos até pensar que o primeiro e último destinatário dos livros possa ser um adulto: e que pelo meio se encontrem as crianças. Talvez o prazer de ler seja ainda mais urgente nos adultos, talvez estes precisem até mais de ler com prazer em vez de procurar satisfazer os mais novos como quem presta um serviço de mediação a frio. De uma forma ou de outra, pensar em literatura ou ilustração para a infância está muito para além de pensar em crianças.
Procuramos, por isso, que os nossos livros tenham a capacidade de surpreender um adulto, que sejam objecto de curiosidade, que ofereçam pontos de partida para outras histórias ou conversas, para aventuras entre grandes e pequenos em torno das palavras, das imagens.
Interessa-nos manter o livro (em) aberto. Parece-nos importante oferecer livros nos quais os leitores que não procurem apenas o final da história. Na verdade até interessa que o leitor não saiba o final da história, que não resolva o problema, ou seja, que não mate o livro.
Um livro é um jogo. E um jogo não se faz só a pensar no resultado, nem se esgota na primeira vez que se joga. Tal como um jogo não é só um conjunto de regras ou um filme não é só o guião ou uma peça de teatro não é só a representação ou um espectáculo de dança não é só a coreografia, um livro também não é só um texto ou só um conjunto de imagens: é feito de traços, palavras, dimensões, composição, qualidade do papel, texturas, cores, qualidade de impressão… é esta matéria que faz do livro o que ele, de facto, é. É aqui que começa o alimento daquilo que ele irá sendo: através de diferentes lugares e momentos, através de mãos, olhos, vozes e ouvidos distintos cada vez que mexem, olham, ouvem, contam. Revemos filmes, voltamos a ouvir uma música, regressamos aos livros. É por alguma razão. E não será, com certeza, por uma só razão.
Numa metáfora, cada um dos nossos livros surge como uma espécie de álbum de viagem, realizada por duas pessoas (escritor e ilustrador, que escolheram o destino, o modo de viajar, etc) e que, através de vias diferentes, descrevem, comentam, complementam, desafiam-se mutuamente, dialogando. Pensemos num desses momentos em que se reúne os amigos para lhe contar e mostrar as fotografias de uma viagem real, convidando-os a vislumbrar a viagem através das nossas palavras, através das nossas imagens. Se por vezes um fala mais e o outro fala menos, se a voz de um abafa os gestos do outro durante uns momentos, se uma palavra interrompe uma imagem... no conjunto, o que importa é conseguir envolver o ouvinte, levá-lo a viver a viagem como se a tivesse feito, alimentar o desejo de viajar, a expectativa de novos episódios da viagem.
Assim, nos livros, partimos ora do texto para a ilustração, ora da ilustração para o texto. Se uma mancha se quer estender, propõe a uma frase que se encolha ou vice-versa. Por vezes aglomera-se o texto ou suspende-se a imagem, por vezes a ilustração estende-se numa sequência exclusivamente visual. Reduz-se um, amplia-se o outro, fazendo das palavras e dos papéis recortados matérias equivalentes. Num diálogo sempre tenso (entre dor e prazer) mas sem qualquer subjugação do texto à imagem ou vice-versa, sem qualquer constrangimento do que cada uma das partes pode ou quer dizer de fundamental. Pelo contrário, é um jogo de rentabilização de ambas, na coesão do livro.
Se os nossos livros conseguem ser um espelho feito da superfície desta mesa de trabalho, então parece-nos ter sobrevivido o que de essencial queremos proporcionar com eles.
Como qualquer viajante que mostra com entusiasmo os lugares por onde passou, como viu o que viu… esperamos conseguir manter naqueles com quem partilhamos um dos nossos álbuns a curiosidade de saber como foram as viagens anteriores, o entusiasmo de querer saber como vai ser a próxima. Que as viagens que fazemos continuem a ser acompanhadas pelos nossos leitores, que os nossos livros continuem a fazer parte da bagagem das suas viagens, como forma de ler o (seu) mundo em diálogo com o nosso.
Ver depoimentos de outros autores em http://www.casadaleitura.org/

















